domingo, 16 de março de 2014

1.

É, tu podes até nem gostar de mim do mesmo modo, do mesmo jeito que eu. mas, eu vou escrever para ti e porquê? Porque me fizeste acreditar que o sorriso que tenho todos os dias tem um motivo. Porque me fazes acreditar que é possível gostar de alguém. Porque me fazes acreditar que é possível voltar a ser feliz. Que é possível voltar a amar. 
Tu és tão diferente. És tão meigo. És tão ternuroso. Encantas-me. O teu sorriso, o teu olhar simples. Encantam-me. Sempre tive medo de te perder. Sempre tive medo em lutar por ti. Em relação a ti, sempre fui muito controversa. Em relação a ti, sempre tive um pouco medo de tudo. Em relação a ti. Sempre fomos tu e eu. Nunca houve um nós. Nunca permitimos que existisse um nós. Quando tu querias eu quase que te expulsei da minha vida, tratei-me mal, confesso, não fui a irmã que precisavas e agora? Agora tu estás aqui para mim. Estas coisas estranhas da vida. O amor é mesmo assim. Mas não, eu ainda, pelo menos para já, não te amo. Gosto de ti. Gosto da maneira como sorris para mim. Gosto da maneira como olhas para mim. E, até, confesso, gosto quando me chamas nomes, me tratas mal mas no segundo a seguir és querido. És meigo, como só tu sabes ser. 

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