Estou a escrever de novo para ti mas desta vez é diferente. Estou magoada contigo, nem imaginas o quanto. Sabes quando eu me sentia segura, quando confiava em ti, quando acreditava na tua palavra? Isso deixou de existir, não me sinto segura contigo, não confio mais, não acredito em ti. Desiludiste-me, digo-te: tu eras a pessoa de quem eu menos esperava isso. Sabias o quanto tinha sofrido, sabias o quanto tinha passado, disse-te imensas vezes "nunca me magoes", "nunca me troques" que fizeste à primeira oportunidade? Mentiste-me. Eu nem a culpo, muito pelo contrário, sinto pena dela, coitada, vai ser mais uma nas tuas mãos, vai ser mais uma com quem tu vais brincar, mais uma que vais magoar.
Não merecia isto da tua parte, não merecia mesmo. Estúpida fui eu todas as vezes em que acreditei nos teus "amo-te", nos teus "princesa", em todas as palavras que me disseste.
Sempre fui sincera contigo, sempre fui honesta. Disse-te desde o primeiro dia o que sentia, não te escondi, não neguei e tu? Tu apenas disseste que me amavas para me de certo modo me aconchegar. Ainda mesmo iludida, andei mesmo noutro mundo. Sentia-me todos os dias mais feliz, mas para quê? Que adiantou essa felicidade? Nada. Neste momento, sinto-me inútil. Sinto-me super mal e sabes porquê? Porque no meio disto tudo há outra pessoa a sofrer. No meio disto há outra ingénua. Sabes todos os textos queridos, lindos, amáveis que te escrevi? Apetece-me pegar neles e rasgá-los, queimá-los, apagar-te de novo da minha vida. Nem sei como consegui dizer-te que ainda continuava tua amiga, para tudo o que precisasses, acho que foi mais numa de não te perder, mas que me adianta dizer-te que sou tua amiga se estou super magoada, se não vou conseguir olhar para a tua cara sem sentir mágoa? Acho que nada.
Para mim tinhas sido o melhor reencontro. Eras o mesmo. Mas o mesmo quê? O mesmo que me magoara? Ainda me lembro quando, há três anos, me dizias que me amavas, que era a mulher da tua vida que querias ficar comigo para sempre. Eu deixei-te ir na altura é verdade, nunca te disse, mas eu amava-te, amava-te mesmo. Não saíste do meu pensamento, nunca. Estiveste sempre lá, tinha noites em que sonhava contigo, mas quando acordava via .. Era um simples sonho.
Agora o que tenho a fazer é deixar-te ir, deixar ir de vez. Seres somente meu irmão, como eras antes, esconder os meus sentimentos, porque isso só será melhor para mim.
Para mim serás o único que completará o meu espaço vazio. Mesmo que nunca mais te o diga, eu amo-te.
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