segunda-feira, 2 de março de 2015
14. Alone
Encontro-me só, no meu mundo, no meu pequeno mundo .. No qual as noites começam a tornar-se mais pequenas, os dias vão ganhando mais luz, mais vida mas eu .. Eu continuo a sentir-me só, como se algo fosse diferente. Na realidade essa diferença, essa estranheza toda existe, não é algo imaginário, é algo que vai para além da minha força, para além de mim própria. Essa estranheza chama-se amor, saudade, vontade de .. de nada, sinceramente. Há tanta saudade, tanta falta de, tanta, tanta coisa. Há tantos pontos de interrogação e respostas em branco. Há tanta vontade de querer mais, melhor, mas não ter nada. Há saudade, acima de tudo, há saudade. Há falta de caricias, há falta de amor, há falta de dedicação, mil incógnitas mas para quê? Para sofrer nestas noites mais pequenas? Nestes dias maiores? Para quê? Para mim ou para ti? - Porquê? - pergunto-me eu todas as noites, todos os momentos só. Questiono-me e interrogo-me sobre a verdadeira essência do amor, da paixão, do que é suposto ou simplesmente categórico. Adianta de quê? Nada, ou se calhar, adianta. Adianta porque ainda me questiono. Adianta porque ainda penso, ainda sinto, ainda quero, ainda desejo. Adianta porque sim, porque eu quero que adiante. Na realidade, alimento uma ilusão minha, um desejo de alguém que quero aqui, comigo, ainda que na realidade não esteja, ainda que na verdade me culpe, me magoe, mas eu quero continuar aqui, neste lugar, neste momento. Ainda que seja uma ilusão, ainda que possa ser um sonho, que seja, que eu alimente este sonho, este amor, que eu sinta o melhor dos dois mundos. Ainda que sofra, que sofra com esperança, esperança de amar.
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