sábado, 22 de agosto de 2015

   Há medida que vamos crescendo, vamos tendo objetivos mais específicos. Delineamos objetivos e deixamos de querer momentos temporários, passamos a sentir que é aquilo que queremos para a vida, não chega somente possuirmos aquelas sensações por apenas uns instantes mas queremo-las para toda a vida. Sonhamos, imaginamos, sentimos mais; muito mais. O amor é um desses objetivos. Amar alguém não só por meia dúzia de dias mas por um período de tempo longo. Sermos algo suficientemente forte para aquela pessoa que nos é tão querida. Imaginamos os nossos filhos a correr por casa, a passearmos com o nosso marido de mãos dadas na rua, a fazermos as compras semanais, a irmos ao cinema uma vez por semana, ver aqueles filmes tão deprimentes mas com mensagens tão lindas. Imaginamos as alturas difíceis em que teremos aquele ombro onde possamos chorar horas a fio. Imaginamos a nossa vida, daqui a uns tempos com aquela pessoa. 
   Eu estou a crescer. Quero desapegar-me do temporário, quero viver. Viver a vida de uma forma simples, com alguém a meu lado simples, numa casa simples; feita somente à nossa medida, minha e dele. Creio ter encontrado essa pessoa, a pessoa com quem me imagino a passear pelas ruas de Lisboa de mãos dadas, às gargalhadas. Imagino os momentos difíceis, as discussões, os mal-entendidos; mas nem isso nos separa, pelo menos na minha imaginação não. Creio ter encontrado aquele que tem tanto amor para me dar quanto eu a ele. 
   Para mim ele é mesmo especial. Para mim, ele não é um rapaz. É o rapaz. Aquele que me faz sentir simples, igual a mim mesma. Ele que tem o sorriso mais contagioso do mundo e um olhar extremamente apaixonado. Ele que tem medos, receios, incertezas. Ele que é tudo para mim. Ele que o amor. Ele que é aquele com quem quero crescer. Sinto que é necessário preservar este amor e mesmo que não resulte, que tudo acabe, que ele desista de tudo, eu vou amá-lo, porque o amor é isso, é sentir para além de nós próprios, é amar sem fim e guardar para todo o sempre no nosso coração. 
   Desistir de o amar não é opção, porque após tantas desistências de coisas simples, pequenas e que para muitos não tinham qualquer importância, para mim, faz sentido continuar a amá-lo ainda que isso implique sofrer, chorar diversas noites e vê-lo somente ao longe. Eu quero, quero continuar ao lado dele, seja de que modo for. Quero ser parte dele e quero que ele seja parte de mim, embora já o seja. 
   O meu maior objetivo centra-se nele, no amor, no carinho, na amizade e se é ele que me faz feliz, não vou abdicar disso, aconteça o que acontecer, é a ele que eu quero e nem importa a distância, os medos, os receios. Importa o sentimento e se esse existir, tudo é possível. 
   Acho que já comecei a crescer; a crescer e a querer estabilidade como tal, neste momento, só ele pode ser o mentor disso. Só preciso dele, do amor dele. Aconteça o que acontecer, amá-lo-ei. 

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