quinta-feira, 30 de julho de 2015

Como estás?

   Olá, como estás? Há muito tempo que não te vejo por aqui, por onde tens andado? Eu cá vou andado com as minhas coisas de jovem adolescente e tu, tenho-te procurado por aí mas nem ver-te. Estou preocupada contigo, para além de sentir saudades tuas, do teu conforto. Acreditas que já inúmeras pessoas quiseram entrar na minha vida e eu, de tão em baixo que estava, permiti sem dar luta, sem realmente as conhecer? Não parece meu, não é? Neste momento eu não sei quem sou, desde que te perdi que me perdi contigo. Levaste-me contigo para esse lugar longínquo para onde foste sem com nem porquê. Não achas que podias ter deixado uma carta ou pelo menos, por bom senso, mandavas um postal de cada cidade por onde passasses, mas .. nada! Nem postal, nem carta, nem uma chamada, apenas foste e deixaste-me nesta melancolia onde tudo é mais difícil superar sem ti.
   Eu que tudo fiz por ti, só não te levei às capitais mais esbeltas do mundo, não te comprei os presentes que querias, muito menos cedi aos teus caprichos, mas de resto fiz tudo, tudo o que estava ao meu alcance eu cumpri. E tu, onde tens andado?
   Não achas que está na hora de me enfrentares, olhares-me nos olhos e pedires-me desculpa, se é que te causa remorços tudo o que causaste em mim. A mágoa. A angústia. A saudade.
   Achas que não te recordo nos meus sonhos? Achas que peguei numa borracha, as mais baratas existentes no supermercado, e te apaguei da minha vida? Consideras-me assim tão fria ainda que demonstre os meus sentimentos mais frágeis?
   No fundo, eu sinto que apenas te perdeste, nessa tua viagem, ficaste por aí, a deambular numa rua fria, escura e isso transformou-te. Levou-te de mim. Levou-nos.
Perdi-te, sem querer. Mais um dos meus erros, "sem querer". Mas, no fundo, perdi-te e nem conta dei.
   E agora, por onde tens andado? Há muito tempo que não te vejo por aqui. Como estás?

Sem comentários:

Enviar um comentário